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Sete artistas mulheres transformam uma praça de BH em galeria a céu aberto no FARRA

De 13 a 17 de outubro, a Praça Zigue-Zague, no bairro Carlos Prates, em Belo Horizonte, vira palco de uma cena rara: sete artistas mulheres pintando sete muros ao mesmo tempo, lado a lado, à vista de quem passa e de quem mora ali. É a segunda edição do FARRA – Festival de Arte e Rua, projeto do Instituto CURA que muda de bairro a cada edição e termina, no sábado (17), com uma festa aberta ao público na própria praça.

Quem pinta

Três artistas vêm de fora de Minas Gerais. Rafa Mon, mineira radicada no Rio desde 2006, assina murais de grande escala no Brasil e na Europa, com fauna, flora e figuras femininas como marca registrada. Thaynha, de João Pessoa, traz linhas fluidas e formas orgânicas centradas em personagens femininas. Já Laís da Lama, de Guarulhos, formada em artes visuais, divide seu trabalho entre o graffiti, a arte-educação e a DA LAMA, marca própria de roupas e acessórios feitos com material reciclado.

Completam o time quatro nomes de Belo Horizonte. MAG Magrela, paulista radicada na capital mineira, é uma das pioneiras do graffiti no Brasil, com trabalhos espalhados por Lisboa, Londres e Nova York. Priscila Amoni, mestre em pintura pela Universidade de Lisboa, cria figuras que fundem mulher e planta. Dninja, também conhecida como Bicho Coisa, povoa os muros com seres fantásticos. E Mariana Marinatos pesquisa, em sua pintura, o tempo e o espaço urbano.

foto: Mag Magrela por Henrique Cabral  / foto: Rafa Mon – divulgação

A ideia por trás do festival

Juntar as sete artistas numa mesma rua, ao mesmo tempo, é justamente o diferencial do FARRA em relação ao CURA – festival também do Instituto CURA que pinta empenas no centro de BH desde 2017. “O grande charme do FARRA é ser pequeno e pé no chão. No CURA, com prédios muito altos, quem pinta desce pouco à praça. No FARRA, não. É o encontro da artista com a rua e com a comunidade onde a gente está pintando”, explica Janaína Macruz, uma das idealizadoras do festival. A primeira edição aconteceu em maio, na Cabana do Pai Tomás; esta é a segunda, com a proposta de mudar de bairro a cada nova edição.

Por que a Praça Zigue-Zague

O endereço escolhido tem história própria para contar. Situada no ponto mais alto do Carlos Prates, onde termina a Avenida Bias Fortes, a praça tem vista para o centro de BH e para a Serra do Curral. Prevista desde o plano urbano de 1895 – quando ainda se chamava Praça da Amethysta, só ganhou bancos e calçamento nos anos 1970. O nome atual vem do próprio terreno, íngreme, por onde crianças desciam em zigue-zague sentadas em papelão.

Hoje, a praça é sede do bloco de carnaval Pisa na Fulô e reúne ao redor endereços como a pizzaria Forno da Saudade, do chef Henrique Gilberto, a casa de vinhos brasileiros Tão Longe, Tão Perto, e um estúdio que promove aulas de forró ao ar livre às segundas-feiras.

A festa de encerramento

No sábado (17), a partir das 14h, a programação reúne oficina de graffiti para crianças, oficina de customização de ecobags com a estilista Juliana Porfírio e espaço de lazer infantil. Às 17h, as próprias artistas guiam uma visita pelos muros recém-pintados. Sandrinha Leão e Fê Linz assumem o som durante a tarde, e às 19h a banda O Culto da Rua fecha o dia com um show.

FARRA Zigue-Zague | Festival de Arte e Rua
Pinturas: 13 a 17 de outubro, de terça a sábado
Festa de encerramento: sábado, 17 de outubro, a partir das 14h
Local: Praça Zigue-Zague, esquina das ruas Patrocínio e Peçanha, Carlos Prates, Belo Horizonte
Entrada: gratuita
Informações: @cura.art


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