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Quando as luzes se apagam

Quando as luzes se apagam

Segundo o Google quando as luzes se apagam é nome de música, título de livro, trecho de poema. Segundo Monte Carlo, em Mônaco, é quando a região é tomada por tons brilhantes e por vida noturna efervescente. Procurado por uma a cada meia celebridade ou monarca habitante da Terra – o que torna fácil a compreensão de como tanto luxo pode caber em um lugar de menos de dois quilômetros quadrados de área -, o bairro que anualmente recebe o Grande Prêmio de Monaco de Fórmula 1 nas tardes de domingo, abre espaço para noites altamente movimentadas por locais como o Casino de Monte Carlo, sinônimo para diversão, paquera e muito dinheiro na roleta, brindados à moda monegasca, ou seja, à base de champanhe.

Inaugurado em 1863, além da história impressa em suas paredes, o cassino é dono da mais variada cartela de jogos do principado, o que inclui roleta europeia e inglesa, Chemin de Fer, Black Jack e caça-níqueis. Nos duzentos metros seguintes, a atmosfera de prazer, motivada por jogos de azar, se estende pelo Café de Paris, pelo The Sun Casino, no interior do Monte Carlo Grand Hotel, na Avenue des Spélugues, ou no The Salle des Palmiers, inserido no Monte-Carlo Sporting Club, na Avenue Princesse Grace. Incentivado pelo clima de alegria é comum entrar em cada um desses paraísos do consumo, fazer novos amigos, rir do próprio azar e com sorte sair com euros suficientes para apostar na noite seguinte. Para os não-amantes de cassinos, as redondezas de Monte Carlo reservam programas mais cult, como é o caso da majestosa Orquestra Filarmônica de Monte Carlo, que durante os meses de verão se apresenta nas escadas do Palácio Principesco, em um espetáculo memorável concebido por cem músicos vibrantes. A cena que mescla estrelas no céu, vento fresco por todos os lados e apenas o centro da escadaria iluminado, rende ares de sedução, embalados pelos acordes alcançados por violoncelos e violinos.

MONACO INT

Inaugurado em 1974, por incentivo do Príncipe Rainier III, o Festival Internacional de Circo, – embora mantenha clichês como animais fazendo acrobacias – revela a face mais popular do bairro, em uma série de exibições de artistas internacionais no Chapiteau Espace Fontvieille, onde disputam o prêmio Palhaço de Ouro e o Palhaço de Prata. Para ver as apresentações de acrobatas, domadores e contorcionistas – e com sorte estar na platéia no mesmo dia em que o príncipe de Mônaco, Albert II estiver presente – é preciso desembolsar entre 10 e 180 euros, algo em torno de R$ 23 e R$ 400, afinal é circo, mas em casa de luxo. De medidas tímidas, mas opção acertada na avenue d’Ostende, o Teatro Princesa Grace, fundado em 1981, é contemplado com uma programação variada, permitindo que a noite seja encerrada apreciando uma peça de comédia ou um show de jazz.

Classificados como um dos grandes orgulhos do principado, os espetáculos encenados pelo corpo de bailarinos da companhia Les Ballets de Monte Carlo são o ponto final para um dia memorável. Comandados por Jean-Christophe Maillot, os dançarinos envolvem seus espectadores com movimentos sutis, criando linhas imaginárias no ar, compassadas muitas vezes pelo som ilustre provido pela Orquestra Filarmônica de Monte Carlo. Desafiar a gravidade parece ser um exercício diário para estes bailarinos, que em ação realizam manobras com perfeição, elevando o corpo às alturas. Chorar, aplaudir, congelar ou fazer tudo isso ao mesmo tempo são reações partilhadas com quem, pela primeira vez, admira a apresentação do grupo criado em 1985. Mas não se derreta em lágrimas a ponto de inchar os olhos, afinal, da noite até a madruga, há muito tempo a ser consumido no ritmo dos bares, pubs e baladas…..no clima deixa a vida te levar!

Para saber mais:
www.visitmonaco.com


Flávia Lelis, editora de conteúdo online e amante de viagens por natureza

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