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Ilha do Marajó – Eterna Beleza

Ilha do Marajó – Eterna Beleza

O calor é intenso e a paisagem exuberante. Ao desembarcar no porto do Camará, em Salvaterra, na Ilha do Marajó, o turista é convidado aosmais diferentes passeios. Montaria de búfalos, excursões de canoa, trilhas em mangues, caminhadas por campos alagados, tudo isso vai fazer parte dessa viagem singular pela maior ilha fluviomarítima do mundo.

O arquipélago do Marajó é composto por aproximadamente 3 mil ilhas e ilhotas distribuídas em 15 municípios, numa área de 49.606 km² banhada pelo oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Pará. Localiza-se a 3 horas de barco de Belém.

Poucas cidades conseguem se comunicar por estradas, por causa das chuvas e dos alagamentos dos igarapés, mas Soure, (22 mil habitantes) e Salvaterra (17 mil habitantes) são os municípios que têm vantagens por estarem próximos da capital.

Salvaterra abriga uma das praias mais belas do Pará, a praia de Joanes. Com extensão de 2 km, o balneário é ideal para quem vai com a família, pois possui restaurantes e peixarias à beira-mar. Joanes é banhada pelas águas da Baia do Marajó, que no inverno regional (de janeiro a maio) ficam amareladas e doces. No verão (de junho a dezembro), a praia fica salobra e esverdeada, pela influência do oceano Atlântico.

Além de curtir o descanso proporcionado pela tranqüilidade da praia de Joanes, aproveite para observar as ruínas do sítio arqueológico dos jesuítas nas proximidades. O local guarda marcas importantes da história do Brasil, pois teve relevância na colonização e desenvolvimento do estado do Pará.

Localizada a 500 metros de centro de Salvaterra, a Praia Grande de Salvaterra é de fácil acesso e possui a melhor infra-estrutura da região, com bares, restaurantes e pousadas. Ali se concentram os turistas nas férias de julho, atraídos principalmente pelas festas que acontecem até o amanhecer.

A paisagem muda um pouco quando se chega no município de Soure. O mar avança sobre os igarapés e deixa troncos de árvores espalhados pela praia de água salobra. Ao redor, a vegetação é de rio, o que torna essa praia diferente das que são apenas banhadas pelo oceano. Não deixe de conhecer a praia do Pesqueiro e a Barra Velha, as duas com muitos quiosques na beira da praia. Saboreie a culinária da região, com destaque para peixes regionais e o caranguejo toc-toc.

 Animais pela ilha

Depois de algumas horas na ilha, o turista se surpreende com a quantidade de búfalos. Eles são usados tanto para a montaria da polícia quanto para passeios dos visitantes, além de outras utilidades. Marajó tem o maior rebanho de búfalos do Brasil, com cerca de 700 mil cabeças. Durante o verão, eles ficam dentro dágua nas horas mais quentes do dia.

Nos passeios de canoa, é possível apreciar a revoada de guarás, em cores vermelho intenso. Verdadeiro santuário ecológico, a fauna da região é riquíssima, por isso a viagem é ideal para quem gosta de ecoturismo.

Cultura marajoara

Os índios marajoaras, uma tribo de cultura avançada, habitaram a ilha entre os anos 450 e 1350 e deixaram lá um patrimônio artístico e cultural. Eles eram famosos por produzirem vasilhas, potes, urnas funerárias, brinquedos, estatuetas, vasos, pratos e tangas.

A cerâmica marajoara é geralmente caracterizada pelo uso de pintura vermelha ou preta sobre fundo branco. Entre os motivos de decoração mais comuns encontrados nesta cerâmica estão animais da fauna amazônica, como serpentes e macacos, a figuras humanas e geométricas. Até hoje pesquisadores do mundo inteiro aportam na ilha para investigar mais sobre a arte marajoara. Ao redor das vilas, na beira da água, fragmentos ou artefatos inteiros estão à espera de ser localizados.

Onde se hospedar

Hotel Marajó www.hotelmarajo.com/web

Pousada Sol Nascente www.solnascentemarajo.com.br

Para saber mais

www.paraturismo.pa.gov.br

FOTOs: ©


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