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Dinamarca: a Terra da sereia

Dinamarca: a Terra da sereia

Com uma situação geográfica privilegiada, a Dinamarca está localizada entre os mares do Norte e o Báltico, cercada por mais 400 ilhas, de forma que suas principais cidades são a capital, Copenhague, Bornholm, Funen e a ilha de Zelândia. Parte do continente europeu, o país ganhou fama internacional por conta da qualidade de vida que impera em todo o seu território, permitindo que a expectativa de vida para homens e mulheres ultrapasse os 70 anos. Parte desta peculiaridade talvez esteja associada à alimentação dinamarquesa, baseada em produtos orgânicos, o que implica na criação de cordeiros em campos abertos do mar do norte, até o leite fresco ordenhado de vacas que são criadas de maneira sustentável. No caso dos legumes, todos eles são desenvolvidos em fazendas locais, e em sua maioria vendidos nas mercearias locais e, até mesmo, na internet. Outro fator que conspira a favor da saúde dos dinamarqueses, é o fato de que no país, o principal meio de transporte é a bicicleta, havendo muito espaço para que ciclistas sigam para o trabalho, para o mercado ou para uma simples visita à casa de amigos.

Com desenvolvimento em sistema político monárquico, a Dinamarca é detentora também de uma série de castelos, entre eles, o Palácio Amalienborg e o Palácio Fredensborg, ambos com função residencial para a família real, de forma que no primeiro, localizado em Copenhague, há quatro palácios de arquitetura rococó cercando o castelo principal, enquanto o segundo, situado na Zelândia do Norte, é mais utilizado para a temporada de verão, permanecendo aberto ao público no mês de julho. O contato com traços reais inspira uma viagem pela histórica local, o que desemboca num passado perpassado pelos Vikings, povo bastante relacionado à origem do país, de forma que na região, esses séculos passados são lembrados em Glavendrup, de onde é possível avistar um navio-túmulo, e em Aalborg, que acolhe o Monte Lindholm, considerado o maior cemitério Viking do país. No Museu Pré-Histórico, em Moesgård, há uma pedra com a imagem de Jesus Cristo e decoração viking, chamada Certidão de Nascimento da Dinamarca.

No campo das fortalezas há que se conhecer Koldinghus, que no passado foi responsável por proteger a região sul, e o Castelo de Kronborg, tombado como Patrimônio Mundial da Humanidade, segundo a Unesco. Como capital, é Copenhague que reserva a atmosfera mais envolvente para o turista, servindo seus visitantes com a Strøget, rua cultura pelo elevado número de atrações que agrega em seus arredores, o que inclui lojas de grife, cafés e restaurantes, além de levar à Kongens Nytorv (Praça Nova do Rei), composta pelo Teatro Real, Galeria de Arte Charlottenborg e pela Embaixada Francesa no Palácio Tottske. O passeio pelos limites da capital não pode excluir uma passagem pelo Museu do Arsenal Real Dinamarquês que leva a Biblioteca Nacional – também chamada Diamante Negro – que se destaca em função de seus belos jardins. Apesar desta série de opções culturais, nada se compara a estátua da Pequena Sereia, localizada em Langelinje, como uma forma de manter sempre vivo o conto homônimo escrito pelo famoso dinamarquês Hans Christian Andersen.
Antes de sair de terras dinamarquesas, vale saber que o lugar se orgulha de ser casa para um dos melhores restaurantes do mundo, o Noma, que em diferentes oportunidades esteve no topo da lista dos tops. Não satisfeito, o espaço comandado por René Redzepi possui duas estrelas no celebrado Guia Michelin. Se o tempo permitir, passe pela Cervejaria Carlsberg e comprove se a melhor cerveja do mundo também é dinamarquesa. Nesta busca, abra um espacinho para as delícias locais, como o tradicional smørrebrød, um sanduíche aberto à base de pão de centeio, manteiga, arenque, salsicha de porco, batata e patê caseiro.

Raio-X
PAÍS: Dinamarca
MOEDA: coroa
IDIOMA: dinamarquês
CAPITAL: Copenhague
CLIMA: oceânico

Para saber mais:
Visit Denmark www.visitdenmark.com


Flávia Lelis, editora de conteúdo online e amante de viagens por natureza

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