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O Turismo LGBTQ+ no Brasil

O Turismo LGBTQ+ no Brasil

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o turismo LGBTQ+ é um dos segmentos mais rentáveis e de grande potencial na área do turismo brasileiro. Movimentando R$418 bilhões de reais anualmente no país, esse nicho teve um crescimento de 11% em 2019, enquanto o turismo de modo geral aumentou apenas 3%, números surpreendentes, já que o Brasil é o considerado um dos países mais homofóbicos do mundo. E para falar sobre diversidade, inclusão e turismo, o Seu Podcast de Turismo conversou com Clovis Casemiro, coordenador da International Gay and Lesbian Travel Association (IGLTA).

Clovis Casemiro, coordenador da International Gay and Lesbian Travel Association (IGLTA)

A IGLTA

Sendo a única associação global direcionada a proporcionar possibilidades de recepção para viajantes LGBTQ+, a IGLTA é uma associação que foi fundada em 1983 com o objetivo de oferecer recursos de viagens e informações gratuitas que promovam a igualdade e a segurança no turismo LGBTQ+ em todo o mundo. Localizada em mais de 75 países, a entidade vem crescendo e se destacando no setor turístico do Brasil, que tem grandes destinos que reforçam o segmento, como São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Recife e Salvador.

Agora, com a pandemia do novo coronavírus, o grupo procura novas ferramentas e estratégias para reaquecer o setor que foi brutalmente atingido pela crise sanitária mundial.

“Eu penso no turismo como uma ótima oportunidade para a comunidade LGBTQ+ ter mais respeito, visibilidade e empregabilidade. Dessa forma, não podemos parar, apesar das nossas preocupações”, diz o coordenador. “Nos reunimos com grandes e pequenas empresas para discutir a melhor forma de fazer essa retomada e chegamos a conclusão que devemos investir neste momento em produtos de pouca distância, ou seja, que fique próximo da residência do viajante, além viagens aéreas de até três horas e lugares que não tenham aglomeração”, destacou Clovis Casemiro.

As festas LGBTQ+

A Parada Gay é uma das principais festas LGBTQ+ que acontece todos os anos no Brasil. Atraindo milhares de turistas que embarcam, principalmente, para a cidade de São Paulo, infelizmente neste ano a comemoração não pôde ser realizada. Estima-se que mais de 700 paradas foram canceladas no mundo todo, causando um forte baque no segmento de turismo LGBTQ+.

“A Parada de São Paulo gera uma grande rentabilidade para o estado, quase R$190 milhões, então não possível não sentir esse prejuízo e não ficar preocupado com isso”, afirma Clovis Casemiro, que destaca como o setor encontrou no mundo virtual uma oportunidade de sobreviver a essa situação. “Foi um momento incrível não só para o Brasil, mas também para outros países que abraçaram essa ideia. Estamos trilhando por um caminho híbrido”, diz.

Quer saber mais sobre o turismo LBTQ+ no Brasil? Confira a entrevista completa através do Seu Podcast de Turismo, nas plataformas Spotify, Google Play e Apple.

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