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Reconecte-se com a natureza com a obra de Manoel de Barros

Neste momento difícil e cheio de incerteza, é importante tirarmos um tempo para refletir sobre nosso papel no mundo.  Através dos livros e de um momento íntimo, é possível perceber que somos parte de um sistema maior e decidir para onde queremos ir. Mesmo que separados fisicamente, precisamos estar conectados. E, mais do que nunca, devemos ter a consciência de que fazemos parte de um ecossistema comum. Manoel de Barros, poeta do pantanal mato-grossense, nos oferece em sua obra reflexões sobre autoconhecimento e integração com a natureza. Como ele conta:

“Fui criado no mato e aprendi a gostar das coisinhas do chão antes que das coisas celestiais. Pessoas pertencidas de abandono me comovem tanto quanto as soberbas coisas ínfimas.” (Manoel de Barros em entrevista para a Folha de Londrina, em 1997)

Para que sua poesia possa nos inspirar, separamos cinco sugestões de livros de Manoel de Barros para aqueles que ainda não o conhecem e para quem já é fã. Neles, você será capaz de se conectar mais a natureza e entender o seu papel no ecossistema. Vamos lá?

Matéria de poesia

Publicado originalmente em 1974, este é o livro em que Manoel de Barros explicita do que é “feita” sua arte. Nele, o poeta se insurge contra o convencional, o grandioso e o mercantil. A edição tem prefácio de Mia Couto e imagens do acervo pessoal de Manoel.

O livro das ignorãças

Desaprender para retornar ao estado da ignorância, procurando dentro de nós mesmos a disponibilidade necessária para observar e apreender novamente o mundo. Essa é uma das lições do poeta neste que é um de seus mais emblemáticos livros. Traz prefácio de Valter Hugo Mãe e imagens do acervo pessoal de Manoel.

Poemas concebidos sem pecado e Face imóvel

Há uma busca do universal na primeira poesia de Manoel de Barros. Ela está no compromisso do poeta com uma visão de mundo enraizada na percepção dos humildes, dos que vivem à sombra da sociedade. Com prefácio de Italo Moriconi e imagens do acervo pessoal do autor.

Arranjos para assobio

De 1982, este livro marca o período em que Manoel passou a ser reconhecido pelo grande público, ao redimensionar a relação entre homem e natureza, evidenciando sua criação como contrária a tudo o que é utilitário ou racional. “Trata-se de uma poesia constituída de epigramas que se sucedem formando riachos, mais tarde rios, por isso avessa à solenidade e aos ruídos: ela exige silêncio para ser usufruída”, diz Luiz Ruffato, autor do prefácio dessa edição, que ainda traz imagens do acervo pessoal do poeta.

Menino do mato

Um dos últimos livros escritos por Manoel de Barros, Menino do mato sintetiza com perfeição suas aspirações e seu estilo. Esse menino, que é a consciência do poeta, deseja apreender o mundo sem explicações ou propósitos. Aqui, as palavras deixam de nomear para nos fazer simplesmente sentir a pureza dos primeiros tempos de nossas vidas.

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Trecho de um poema do livro “Poemas concebidos sem pecado e Face imóvel”, de Manoel de Barros


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