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Cadeados do amor pelo mundo

Cadeados do amor pelo mundo

A cada dia que passa viajantes inebriados pelo amor acham as mais diversas formas de mostrar ao mundo os seus sentimentos. Uma delas, talvez a mais difundida (e contagiante), é o ato de pendurar cadeados em pontes. Os modelos de cadeados são os mais diversos. Cores e formatos idem. Geralmente os nomes dos pombinhos ou suas iniciais são gravados no artefato e cabe ao casal escolher o melhor momento/local para a cerimônia. Chegou na ponte desprevenido? Não tem problema! Em Paris, na Pont de L’Archevêché, enquanto fotografava algumas dessas demonstrações de amor, um senhor me abordou e, na boca miúda, tentou me vender um cadeado. Ou seja, só não entra na onda quem não quer.

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Em Paris, a Catedral de Notre Dame completa o cenário romântico

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Cadeados de vários formatos, tamanhos e cores em Colônia

Mas não é a todos que a prática agrada. Além dos casais que acham essa demonstração um paradoxo – afinal, o amor liberta –, há quem levante a bandeira contra por causa da poluição dos rios, já que parte da superstição consiste em descartar as chaves nas águas que passam por baixo da ponte. Autoridades também não olham a prática com bons olhos, pois o peso extra pode comprometer estruturas e causar acidentes. Em Colônia, a Deutsche Bahn empresa de trem responsável pela ponte Hohenzollern – onde milhares de cadeados são presos –, pensou em banir a ação. Porém, ao que me consta, os cadeados continuam por lá, firmes, fortes e bem trancados.

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Cadeados do Amor na Ponte Hohenzollern, em Colônia

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Início de mais um foco de Cadeados do Amor numa ponte em Frankfurt

Particularmente adoro fotografar esses cadeados, me perco pensando nas histórias, vendo nomes e datas, tentando imaginar onde cada casal estará naquele exato momento. Sou do time que acha válida toda expressão de carinho.

E você, já colocou seu cadeado em alguma ponte?

Para saber onde eu ando acesse: www.raphanomundo.com


Rapha Aretakis é travel writer e criadora do Raphanomundo. Recifense, acredita que o mundo é muito grande para continuar parada no mesmo lugar. Hoje vive em Curitiba após temporadas em Stuttgart, Berlim e São Paulo. www.raphanomundo.com

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