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(A minha) Belém em cinco fotos

(A minha) Belém em cinco fotos

Uma das melhores viagens que já fiz pelo Brasil foi, sem dúvida, a Belém, no Pará. Daí em diante, virei grande militante a favor do turismo na cidade. Sempre indico a amigos, sejam daqui, sejam de fora, que visitem Belém e conheçam essa peça tão particular da colcha de retalhos que é o nosso país. Hoje, compartilho com vocês a minha Belém do Pará em cinco fotos:

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Ver o peso

Veropa, como é carinhosamente chamado pelos paraenses – um dos mercados mais antigos do Brasil –, merece uma atenção especial, pois ele é o retrato da cultura desse Estado tão rico. Lá encontramos uma amostra de tudo o que a região oferece. Entre uma batida de tecnobrega e um peixe frito com açaí, provamos castanhas, conhecemos uma infinidade de farinhas e frutas exóticas. Sem contar com as banquinhas de ervas contra (e a favor) de tudo o que se pode imaginar. O mercado de peixes, lugar que fervilha desde a madrugada, é onde nos deparamos com uma amostra de pescados da região, nem sempre tão familiar da nossa mesa. Ponto alto de qualquer viagem cultural/gastronômica.

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Estação das Docas

Um lugar para ser visitado a qualquer hora do dia ou da noite. Os mais românticos, talvez, prefiram ir para assistir ao pôr-do-sol às margens da Baía do Guajará. Já os boêmios povoam as docas durante a noite, seja provando um chopp de buriti ou uma amazon beer. Há quem bata ponto na maravilhosa Cairu e, ao se acabar num sorvete de castanha, se pergunte, como um lugar que tem tudo pode convidar tanto ao dolce far niente?

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Tacacá

Iguaria dourada, particular da região, coroada com camarões salgados e folhas de jambu. É impossível deixar Belém sem provar essa delícia dos deuses. Não importa o quão quente é a cidade, no fim de tarde, escolha uma tacacazeira e deixe-se surpreender com esse mix de sabor e sensação.

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Borboletário do Mangal das Garças

O parque ecológico, inaugurado em 2005, é uma verdadeira amostra da Amazônia em Belém. O meu lugar favorito lá dentro, sem dúvida, foi o borboletário. Lugar de delicadeza ímpar, a explosão de cores é simplesmente encantadora.

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Gastronomia

Talvez a maior vedete do Estado, certamente, muita gente chega a Belém por causa da sua boa mesa. Sem dúvida, uma excelente porta de entrada. Camarões, peixes de água doce – destaque para o filhote –, maniçoba, farofas, tucupi, jambu, castanha-do-pará, açaí, pupunha, cupuaçu, entre outros itens, transformam a cozinha paraense numa das de mais personalidade do país.

Por fim, é imprescindível se despir de qualquer prejulgamento para mergulhar de cabeça nessa cultura tão rica e particular. O Brasil veio descobrindo o Pará e sua efervescência, agora, só nos resta aproveitar essa porta que se abre bem na nossa frente.


Rapha Aretakis é travel writer e criadora do Raphanomundo. Recifense, acredita que o mundo é muito grande para continuar parada no mesmo lugar. Hoje vive em Curitiba após temporadas em Stuttgart, Berlim e São Paulo. www.raphanomundo.com

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