O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo) ganha um novo point gastronômico dentro do Parque Ibirapuera. A partir de 12 de setembro, o museu reabre as portas de sua sede – após o período de reforma da marquise – com uma novidade: o Petí no MAM, restaurante comandado pelo chef Victor Dimitrow e pela restauratrice Bárbara Camargo.
A data marca um dia duplamente importante para o museu. Além da inauguração do restaurante, o MAM também estreia a 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira, sua mostra mais tradicional e uma das exposições de arte contemporânea mais relevantes do país.
Do ateliê de pintura ao museu
O Petí não é novidade no cenário gastronômico paulistano. A casa nasceu em 2015, literalmente dentro de uma loja de artigos de pintura em Perdizes – origem que, segundo os sócios, ajudou a moldar a identidade criativa do restaurante desde o início. Ao longo de quase uma década, o Petí construiu reputação por uma cozinha autoral e sazonal, que aproximou técnicas e apresentações antes restritas à alta gastronomia de um público mais amplo, sempre com cardápios em constante renovação.
O reconhecimento veio, entre outras formas, pelo Guia Michelin: o restaurante leva a categoria Bib Gourmand, selo dado a endereços que equilibram excelente qualidade gastronômica com uma ótima relação custo-benefício.
Agora, esse projeto ganha um novo capítulo dentro de um dos museus mais importantes do país. “O Petí nasceu da convivência com um ateliê de pintura e sempre teve a criatividade como parte da sua identidade. Estar agora dentro do MAM é uma evolução muito natural da nossa história. Queremos que o restaurante faça parte da experiência de quem visita o museu”, conta o chef Victor Dimitrow.
Quem é o chef por trás do cardápio
Victor Dimitrow começou a se interessar por cozinha ainda na infância. Formado pela Universidade Anhembi Morumbi, aprofundou sua formação no Institut Paul Bocuse, em Lyon, uma das escolas de gastronomia mais respeitadas do mundo. Passou por cozinhas de peso na Europa – entre elas o parisiense Le Chateaubriand, que já foi considerado um dos melhores restaurantes do mundo, além de duas casas em Dublin: o Patrick Guilbaud, com duas estrelas Michelin, e o contemporâneo franco-inglês Camden Kitchen.
De volta ao Brasil, o reconhecimento veio cedo: em 2016, aos 26 anos, Dimitrow foi eleito Chef Revelação pela revista Veja Comer & Beber.

Bárbara Camargo e Victor Dimitrow, sócios do Petí.
Foto: Estúdio em Obra.
O que esperar do cardápio
O Petí no MAM vai funcionar para café da manhã, almoço e café da tarde, com um cardápio de pratos fixos que será renovado periodicamente conforme a sazonalidade dos ingredientes. Aos finais de semana, a casa também vai servir um menu especial de brunch, programa que costuma atrair bem o público de museu e parque em São Paulo.
Um detalhe que promete ser um diferencial da casa: em diálogo com a programação de exposições do MAM, o restaurante vai criar menus e pratos inspirados nas mostras em cartaz, reforçando a conexão entre gastronomia e arte dentro do museu.
Restaurante aberto a quem só quer ir ao parque
O restaurante foi pensado tanto para o público que vai ao museu quanto para quem simplesmente está de passagem pelo parque, e o acesso será independente da visita às mostras.
Com a reabertura marcada para 12 de setembro, o Petí no MAM entra no radar de quem já frequenta o circuito de museus e parques de São Paulo, e também deve virar destino em si para quem busca uma nova experiência gastronômica na cidade.
https://www.petirestaurante.com.br





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