Belém se prepara para receber o mundo durante a COP30, e um novo roteiro turístico surge como símbolo de sustentabilidade e protagonismo comunitário. Às vésperas da conferência, o Sebrae lançou oficialmente a Rota Turística do Combu, um percurso que revela a Amazônia viva por meio de sua cultura, gastronomia, biodiversidade e da força empreendedora de seus moradores.
Localizada a apenas 15 minutos de barco do centro de Belém, a Ilha do Combu é um mosaico de paisagens, saberes e sabores. A nova rota, construída em parceria com empreendedores locais e ribeirinhos, nasce como modelo de turismo de base comunitária, onde a floresta permanece de pé e as oportunidades florescem junto com ela.
“Mais do que narrativas e compromissos, o que realmente transforma são as pessoas. Aqui, na entrada da floresta, vemos a bioeconomia acontecendo, gerando renda com responsabilidade e inclusão”, destacou Décio Lima, presidente nacional do Sebrae, durante a visita técnica que marcou a ativação simbólica da rota.
A experiência completa poderá ser vivenciada pelo público durante a COP30, oferecendo aos visitantes brasileiros e estrangeiros um exemplo concreto de turismo sustentável e de economia da floresta em movimento.
Vivências, sabores e histórias da floresta
A Rota do Combu conecta 14 pequenos empreendimentos locais que oferecem experiências autênticas — das vivências do açaí e oficinas de artesanato às refeições regionais à beira do rio.
Um dos pontos altos é o Ygara Artesanal, liderado por Gerson “Charles” Teles, que trocou a motosserra pelo artesanato e pelo turismo consciente.
“Descobrimos que a floresta vale muito mais de pé. Podemos viver dela com respeito e responsabilidade”, conta Charles, que hoje recebe visitantes para atividades de bem-estar, ioga e imersões na natureza.
Outro destaque é o restaurante Boá na Ilha, de Boaventura Franco Carneiro Junior, que transformou a curiosidade dos turistas em oportunidade.
“Percebi que muitos conheciam Belém, mas não o Combu. Com o apoio do Sebrae, criamos um espaço que valoriza o açaí, a culinária e o manejo sustentável. Agora, planejamos receber hóspedes em chalés ecológicos”, explica o empreendedor.
Turismo de base comunitária e legado amazônico
Durante a COP30, o público poderá vivenciar a Rota do Combu, um circuito de um dia estruturado pelo Sebrae, que parte de Belém às 8h30 e conduz o visitante a uma imersão na vida e na cultura ribeirinha.
O percurso inclui paradas nas Biojoias do Combu e na tradicional Fábrica de Chocolates da Dona Nena, onde é possível acompanhar o processo artesanal do cacau, símbolo da economia local.
A jornada segue para o restaurante Saldosa Maloca, com almoço amazônico preparado com ingredientes regionais, e termina na Associação de Mulheres Extrativistas do Combu (AME) — referência em manejo sustentável e protagonismo feminino na floresta.
O retorno à capital está previsto para 17h30, encerrando um dia de experiências que unem natureza, sabores e histórias autênticas da Amazônia.

Resultado da parceria entre o Sebrae, a Raízes Desenvolvimento Sustentável e a comunidade local, a Rota do Combu representa um legado concreto da COP30, conectando sustentabilidade, cultura e inovação social.
A operação é coordenada por três operadoras locais, com o apoio do Sebrae em promoção, capacitação e produção de materiais bilíngues — um passo essencial para consolidar o turismo sustentável como motor de desenvolvimento da Amazônia.
Saiba mais em www.rotacombu.com.br






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