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No meio de Olinda tinha uma repórter

No meio de Olinda tinha uma repórter

Ao todo fiquei 4 horas caminhando pelas ruas de pedra de Olinda. O tempo implicou duas latas de refrigerante, uma garrafa de água e muito, mas muito, suor. Os desafios por aqui são evidentes, contudo atraentes. Afinal, quando se está no nordeste, como não esperar que o sol apareça ou que não haja muitas pessoas dispostas a compartilhar a alegria de estar aqui. Mas o objetivo por essas ruas era o carnaval. Na caminhada, uma rua praticamente inteira se dedicava aos foliões gays que exalavam alegria com performances criativas. Pelas praças, no entanto, é que se pode compreender a dimensão do carnaval, já que é por onde blocos, troças e muitas pessoas passam. Ou melhor, se espremem. Aliás, deixe os pudores em casa, já que o contato com corpos que você nunca havia visto é algo natural – são cerca de 500 mil pessoas circulando por dia nas ruas de Olinda. A repórter aqui ficou literalmente entalada entre uma barriga nua e peluda, um senhor de idade, a bateria de um bloco e um grupo de foleãs. Apesar do contato corporal, não há motivo para se sentir desrespeitado, ou invadido, pois as pessoas estão aqui pela festa, para se divertir. E se divertem pulando atrás dos blocos, bebendo de tudo um pouco, rindo das fantasias ou da falta de fantasia e paquerando. Paquerando muito. Beijo na boca é um dos artigos mais procurados por aqui, depois da cerveja e da água. É fácil reviver a adolescência por esses arredores. Antes de me jogar por definitivo no carnaval, subi a famosa ladeira da Misericórdia que recebe esse nome, provavelmente, porque subi-la requer a misericórdia de Deus! Altamente íngreme, a ladeira leva ao topo da cidade, de onde é possível avistar Olinda e Recife. Vale a pena o esforço! Aliás, Olinda vale muito a pena, se você deseja ter uma das mais diferentes – e inesquecíveis – experiências de sua vida!


Flávia Lelis, editora de conteúdo online e amante de viagens por natureza

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